Mãe

maio 13th, 2012

De pai pra filho

maio 10th, 2012

“… você vai ver que algumas pessoas que aprendeu a gostar, trocaram seus brinquedos em busca de reconhecimento, sucesso, terapias, casamentos, livro de autoajuda. Saiba que elas também estão perdidas e só querem essa felicidade prometida há muito tempo. Não as abandone, mas não se deixe influenciar, não.”

Bruno dramatizando

maio 8th, 2012

Desde que voltei para o sul não tenho sido uma boa dona pro Bruno. Saio de casa muito cedo e volto muito tarde e nossos passeios não existem mais. É um absurdo, eu sei, levando em consideração que em São Paulo a gente passeava duas vezes por dia. Ele tem caminhado bastante por aqui – na verdade ele se exercita o mesmo ou mais que em sampa -, sem falar que aqui tem companhia o dia todo.

Aí não sei se é impressão minha ou ele tá fazendo drama:

 

 

Sério que tu vai trabalhar e eu vou ficar aqui?


Tem certeeeeeeeeeza que vai me deixar?

 

Véi, na boa… Não me abandona aquiiiiii

 

Exagero

maio 5th, 2012

Pedi para o meu irmão comprar meias. Ele comprou VINTE E QUATRO pares. Se eu lavasse roupa só uma vez por mês, talvez isso fizesse algum sentido.

 

Cambará do Sul

maio 3rd, 2012

Passei um feriado congelante delícia em Cambará do Sul, interior do Rio Grande do Sul. Nem tinha pensado em escrever sobre isso, mas como tem gente querendo saber dicas e outras coisitas, aqui vai um post-experiência. Lógico que é sempre mais fácil conversar com quem já foi antes de viajar, saber sobre a estrada, onde parar, onde comer, essas coisas. Mas eu fui sem ter conversado com ninguém, então acredite: se eu consegui, todo mundo consegue.

Saímos de Porto Alegre no sábado de manhã e fomos para Cambará. A saída de Porto Alegre é feia, suja e aquela coisa toda, mas depois a estrada fica bonita – especialmente na serra. E a gente vai subindo e vai ficando mais gelado. Lá pelas tantas, depois de muitos quilômetros serra acima, me aparece uma loja / lanchonete / seja lá o que for, chamada Pé da Serra. Até brinquei: “já subimos tudo isso e ainda estamos no pé? Haja serra!”. E era mesmo só o início. O lugar é muito, muito, muito alto. E lindo.

A sensação é de paz. Lá tem um silêncio difícil de achar. Dá pra ouvir o vento e um ou outro cachorro latindo de vez em quando… Mas nem grilo e esses outros bichinhos se animam por lá. A cidade é, basicamente, uma avenida, mas tem farmácia, mercado, posto de gasolina e tudo o mais que alguém pode precisar. Ah, fomos a dois restaurantes, mas eram bem ruins, por isso não vou comentar.

Ficamos na Estalagem da Colina (e eu nem lembrei de tirar foto, mas dá pra ver no site). A pousada é uma graça, bem simples, mas confortável. É quentinha, o quarto e o banheiro têm aquecedor e a cama tem lençol térmico. O café da manhã é bem gostosim e a pizza do Filipe – servida à noite – é triiiiiiii boa. E o moço aparece por lá pra conversar, é uma coisa querida.

No primeiro dia, pedi maionese e não tinha. Sim, eu como pizza com maionese, me julguem. Aí no segundo dia, nem pedi e ele apareceu com um potinho de maionese caseira e disse: “ontem alguém pediu e não tinha, aí resolvi fazer”. Nhaaai.

Na manhã do domingo, saímos para a trilha. Acordamos às sete da matina no que parecia um cenário de filme de tão deserto. Não lembro de ter passado tanto frio na vida. Para chegar aos cânions, andamos 22km de carro (ida) e 7km a pé (ida e volta). No início, a gente tenta manter as mãos aquecidas, fecha bem o casaco, protege o pescoço… mas na subida, com aquele vento que corta a alma, a gente perde a dignidade e só pensa em respirar – e é difícil, parece que o ar não entra. Pegamos chuva e sol; O guia falou dos moradores da região: puma, cobra, graxaim, gavião e tudo o mais; Quámorri de frio, mas valeu muito à pena. A vista é linda e a sensação de estar no nosso “devido lugar de formiguinha frente à natureza*” não tem explicação. Só indo lá pra saber.

 

Graxaim ou cachorro do mato

Pedra do segredo: 50 cm de base e 8m de altura

 

Vai dizer que não tem formato de coração?

Cachoeira tigre preto

Sabe frio?

*a frase entre aspas é do Rodrigo Santoro, sobre surfe, em entrevista para a Lola de abril.

As fotos são do Juliano Barreto

Pra anotar na agenda

abril 14th, 2012

“Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte – quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo – o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão –, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto”.

Antônio Prata

Notícias daqui

abril 12th, 2012

As pessoas aqui não gostam de sinal verde. Certeza. Quando o sinal abre, elas pensam: “Droga, preciso engatar a primeira e ANDAR” – e esse processo pode levar váááários segundos. E se, por azar do destino, elas estiverem andando e o sinal da frente abrir, elas dão uma freadinha e aposto que pensam: “talvez, se eu diminuir um pouco, será que fecha?” Só pode.

É isso

abril 4th, 2012

“E o coração vai indo. Querendo chegar. Querendo acalmar. Querendo. Querendo. E de tanto querer de tanto andar depressa muitas vezes sente o ar faltar num constante recuperar de fôlego de quem acha que de uma hora pra outra o ar do mundo já não é mais suficiente.”

 

Clique aqui para ler o texto todo.

Aniversário no Rio

março 20th, 2012

Atendendo a pedidos, um post feliz: comemorei o meu aniversário no Rio de Janeiro. Ficar velha aos pés do Cristo até vale à pena :D

 

Hora de arrumar as malas

março 6th, 2012

Tô indo embora. Não sei enrolar, não gosto de despedidas, então é melhor ir direto ao ponto. Tô indo embora de São Paulo. Cada vez mais, ir para casa era um momento de muita alegria no meio de dias meio iguais. Se eu soubesse fazer um gráfico de felicidade, ele teria picos nos dias que eu estava lá no sul, no finalzinho do Brasil. A parte mais esquisita é que eu não estava infeliz em São Paulo. Eu gosto daqui, de verdade. Só que voltar pra casa é mais que vontade, é necessidade de recarregar, ficar em paz.

Eu ia amar dizer que estou indo cheia de projetos novos e mirabolantes, mas não. Tenho, sim, muitos planos, muitas ideias – umas bem mirabolantes. O projeto é um só e, se não der certo, vou ter que pensar num plano B no caminho. Muita vontade de ser mais e mais feliz, ficar pertinho de quem eu amo, de quem é parte de mim. Isso implica em deixar um monte de gente aqui, nessa cidade gigantesca e cheia de hiperlativos. Gente que eu amo, gente que vai me fazer falta pra caralho. Gente que eu sei que não vou perder o contato, mas que vai fazer falta no dia a dia. Falta no almoço, falta em balada sertaneja, no McDonald’s de madrugada, nos jogos do Corinthians, no centro, no alto, lá embaixo.

Sei que, ao fazer uma escolha deste tamanho, abro mão de muito. Mas sei também que algumas pessoas não serão perdidas. Nesse tempo que fiquei aqui, mudei muito. E hoje eu sou um pouco de cada um que me importa aqui. Peguei algumas manias de um, mudei de opinião por ouvir outro ponto de vista, amadureci, sofri, ri até chorar. E isso tudo vai comigo. E volta comigo todas as vezes que eu quiser visitar sampa. Porque o que eu fiz de melhor aqui foram vocês, meus amigos.